Pico do Petróleo por Stuart McMillen. Página título. Montanha-russa por Red House Painters. Desenho em preto e branco do vagão da montanha-russa em um parque de diversão abandonado.
Desenho em cartum de M. King Hubbert falando em conferência. Ilustração mão tremendo segurando no púlpito. M. King Hubbert olhou para a plateia e começou a falar. Os 500 geólogos de petróleo se calaram enquanto Hubbert previa o declínio iminente da sua indústria.
Cartum preto e branco de palestra. Vista por cima do ombro de um homem no púlpito. Era quinta-feira, 08 de março de 1956, e Hubbert era o principal palestrante na conferência do American Petroleum Institute em San Antonio, Texas. Hubbert parecia estar sempre envolvido em assuntos controversos e naquela manhã não foi diferente.
Desenho cartum lateral palco de conferência. Poucos minutos antes de começar sua palestra, King Hubbert foi chamado do palco para atender um telefonema urgente. Era um executivo júnior do empregador de Hubbert, a Shell Oil. Irritado, o mandachuva insistiu que Hubbert "suavizasse" seu discurso e deixasse de fora as previsões "sensacionalistas" sobre o declínio da indústria petrolífera.
Arte quadrinhos preto e branco rosto de homem irritado. Hubbert desligou o telefone. Ele fervia de raiva. Ele pensou sobre essas pessoas com quem era forçado a lidar. Os lobistas os empresários os relações-públicas. Vendedores peçonhentos que manipulavam os dados para atender seus interesses egoístas.
Desenho ângulo inferior homem alcançando papéis da mesa. Cartum close-up mão pegando papéis. Hubbert era um cientista. Ele se importava somente com a verdade objetiva independente do quão feia ela pudesse ser.
Desenho em cartum de homem falando no púlpito, preto e branco. M. King Hubbert caminhou de volta ao palco com sua determinação redobrada. Seu discurso seria exatamente como planejado. Ele pigarreou e apresentou a evidência de que a indústria de petróleo dos EUA estava a 15 anos do seu pico.
Cartum viajante desembarcando do trem na plataforma da estação de trem. M. King Hubbert nasceu na 'remota e selvagem' cidade de San Saba, Texas, em 1903. Hubbert passou a juventude inteira no estado do Texas, até sua ida para Chicago para estudar, aos 19 anos. Viajando com pouca bagagem e dinheiro suficiente apenas para chegar a Oklahoma City, Hubbert trabalhou em vários empregos temporários para financiar sua jornada rumo ao Norte.
Cartum grupo ferroviário. Preto e branco trabalhadores consertando trilhos de trem quebrados. Hubbert trabalhou em uma equipe que consertava linhas férreas da Union Pacific. Um trabalho braçal pesado, que envolvia carregar manualmente trilhos de meia tonelada e martelar cravos de metal para afixar os trilhos.
Cartum retrato em paisagem preto e branco estudante estudando livros na biblioteca da universidade. Com o trabalho temporário concluído, King Hubbert chegou a Illinois em setembro de 1923 e se matriculou na Universidade de Chicago. Hubbert buscou uma educação mais abrangente. Aulas de alemão e matemática no começo do curso o levaram posteriormente para disciplinas de Ciências.
Ilustração de mão no ombro. Estudante lendo livros na biblioteca. Quando um reitor impaciente pressionou Hubbert, então estudante do segundo ano, a escolher uma graduação de uma vez por todas... Hubbert estudou cuidadosamente a lista de cursos e escolheu uma dupla titulação em geologia e física.
Personagem de cartum entrando sala de aula, ilustração preto e branco. A sede por conhecimento de Hubbert fez dele um dos geólogos de formação mais abrangente de sua geração. Em 1926, Hubbert cursou uma disciplina particularmente influente em geologia econômica. Seus olhos se abriram para a necessidade que o mundo industrial moderno tinha por recursos e energia. Hubbert investigou dados que mostravam a crescente tonelagem transportada nas ferrovias norte-americanas.
Personagem de cartum pensando, balão de pensamento preto e branco. Hubbert se lembrou do seu tempo de trabalhador na ferrovia. O suor a fadiga o esforço necessário na luta que era colocar aqueles trilhos no lugar. Hubbert viu que esta força humana era maciçamente ofuscada pela força industrial que viajaria nos trilhos.
Cartum corte transversal locomotiva a vapor. Desenho em preto e branco vagão de carvão. Os motores a vapor representavam o domínio humano sobre os combustíveis fósseis, em todos os sentidos. Um fogo ardente queimava no coração da armadura de ferro.
Ilustração em preto e branco locomotiva a vapor. Setas mostrando partes do corte transversal de uma locomotiva a vapor. Um inferno que furiosamente transformava a água em vapor empurrando pistões girando rodas impulsionando a corpulenta locomotiva para frente longe das carruagens puxadas por cavalos que ficaram comendo poeira.
Desenhos cartum em preto e branco de cavalos arreados. Cavalos eram, essencialmente, locomotivas movidas à energia solar alimentados pela luz do sol absorvida pela vegetação. Mas eles eram limitados pela energia relativamente baixa da grama assim como sua necessidade biológica de descansar e dormir.
Cartum homem em pé no vagão de carvão, enquanto locomotiva a vapor anda. Por outro lado, os motores a vapor poderiam trabalhar o dia inteiro sem descansar. Eles eram alimentados por combustíveis fósseis altamente energéticos que representavam a densa carga de toneladas de vegetação pré-histórica concentrada em convenientes bolotas pretas de carbono.
Desenho visão inferior de locomotiva a vapor se aproximando, cartum. Cada pá de 11 kg de carvão continha a energia condensada de cerca de 150 kg de matéria vegetal fossilizada. O cavalo não tinha como competir com a força bruta dos motores a vapor. A humanidade se viu dirigindo um novo corcel de imenso poder.
Cartum visão superior estudante lendo papel em sala de aula. A turma de geologia econômica na Universidade de Chicago estudava dados de mineração mundial. Um Hubbert perplexo observou que a produção de carvão crescia em um ritmo exponencial - duplicando a, mais ou menos, cada dois anos. Hubbert se perguntou por quanto tempo esse crescimento poderia continuar. Quanto carvão o mundo teria?
Ilustração panorâmica campos de petróleo. Cartum em preto e banco de trabalhadores sentados abaixo das torres de petróleo. M. King Hubbert graduou-se com distinção em 1926 e imediatamente começou um trabalho temporário com a Amerada Petroleum Corporation nas remotas cidades de crescimento acelerado do Texas Panhandle.
Desenho em preto e branco das torres de petróleo. Cartum panorâmico dos campos de petróleo. Em pé entre as torres de perfuração, Hubbert continuou suas reflexões sobre o potencial que os combustíveis fósseis tinham para transformar a civilização.
Homem em pé ao lado de pilha de carvão, desenho cartum. Uma tonelada de e petróleo eram ambos combustíveis fósseis mas enquanto uma tonelada de carvão continha a energia armazenada de 13 toneladas de vegetação fossilizada...
Cartum em preto e branco de homem olhando sobre a encosta íngreme. Uma tonelada de petróleo bruto tinha a energia de cerca de 120 toneladas de matéria vegetal pré-histórica. O petróleo era uma sopa de legumes super densa de luz solar pré-histórica quimicamente destilada.
Cartum desenho visão superior sinal ferroviário na estação ferroviária. Assim como o carvão havia sido um salto na concentração de energia sobre a força muscular petróleo era, por si só, um salto sobre o carvão. A energia armazenada do carvão (27 MJ/kg) foi ofuscada pela notável concentração de energia do petróleo (45 MJ/kg).
Desenho em cartum ângulo superior trabalhadores enchendo o tanque de diesel com combustível. Engenheiros que trocassem o carvão pelo petróleo poderiam, portanto, fazer a mesma quantidade de trabalho com uma quantidade menor e mais leve de combustível ou usar a mesma quantidade de combustível para fazer uma quantidade maior de trabalho.
Desenho em cartum de petroleiros sentados na traseira da caminhonete. Ilustração poço de petróleo em erupção. Ao contrário do trabalho pesado das minas de carvão, o petróleo era relativamente fácil de extrair. Às vezes, bastava fazer um buraco que ele vinha borbulhando por conta própria.
Close-up da visão inferior de cartum de tatu. Além disso, o petróleo e a gasolina eram líquidos. Ao contrário das volumosas bolotas de carvão sólido o petróleo poderia ser facilmente armazenado em tanques e reservatórios ou canalizado sobre a zona rural.
Cartum mesa bagunçada com teclado, mouse de computador, controle remoto, calculadora de plástico, ilustração. O petróleo abriu uma nova fronteira na conquista industrial humana. Foi a matéria-prima para plásticos: uma família miraculosa de materiais que, em breve, permearia todas as facetas da vida humana.
Ilustração em preto e branco de suprimentos médicos. Cartum bolsa de sangue, luvas. Os plásticos melhoraram o armazenamento de alimentos, resultando em menos desperdício de produtos frescos. Os plásticos também encontraram um papel indispensável no setor médico contribuindo para um aumento da expectativa de vida humana.
Desenho em cartum da visão inferior de ceifeira debulhadora coletando trigo. O petróleo e o gás fomentaram a agricultura mecanizada...
Ilustração em cartum da visão inferior de avião agrícola sobrevoando fazenda. ...e deram origem a fertilizantes para o aumento das colheitas e pesticidas controladores de pragas o que elevou a produção global de alimentos alimentando uma população em crescimento através de redes de transporte movidas a petróleo.
Ilustração em cartum da visão superior de casa sendo construída na colina. O petróleo acelerou a construção civil nivelando e moldando os contornos terrestres costurando uma malha de cinturões negros conectando aglomerados de novos edifícios cada vez mais altos...
Desenho em cartum da visão superior de arranha-céus da expansão urbana. Ilustração em preto e branco de cidade esticando no horizonte. ...que se estendiam para cima e para os lados por todo planeta.
Cartum em preto e prato de biplano decolando. Desenho da visão superior de lançamento de ônibus espacial. O petróleo permitiu aos humanos, pela primeira vez, voar e depois, orbitar muito acima da superfície do planeta.
Cartum em preto e branco de satélite orbitando planeta. Mesmo aqueles que não voavam se beneficiaram da comunicação instantânea pelos satélites lançados ao espaço através dos frutos da economia do combustível fóssil.
Desenho em cartum de homem na estufa com tomateiros. Em 1956, Hubbert estava no auge de sua carreira, em um emprego dos sonhos na Shell Oil em Houston, Texas. A administração confiava no seu "craque geofísico", Hubbert, dando-lhe uma longa rédea de liberdade intelectual.
Cartum em preto e branco de homem na estufa segurando tomates. Seu cargo tinha uma atribuição abrangente para conduzir pesquisas em tópicos relevantes para geologia do petróleo e extração de recursos. Hubbert era livre para pesquisar qualquer assunto que lhe interessasse e, em 1956, ele estava interessado na vida útil das reservas de petróleo dos EUA. Ele desenvolveu um novo método que aperfeiçoava as técnicas usuais da indústria. O palco estava montado para Hubbert revelar seus números na conferência de 1956 do American Petroleum Institute.
Cartum em preto e branco de visão traseira do carro Ford Thunderbird andando. 6 de março de 1956: King e Miriam Hubbert dirigiram para a conferência do API, levando 700 cópias do artigo de King. Cruzando a rodovia entre Houston e San Antonio King Hubbert fitou as torres que estavam no caminho.
Ilustração de marido e mulher dirigindo na rodovia dentro do carro. A compreensão acerca desses poços individuais de petróleo formava a base da teoria de Hubbert. Ele observou que a produção de um poço de petróleo seguia um padrão previsível em forma de sino. O petróleo é extraído ao longo de toda a vida útil do poço, mas a taxa de produção varia a cada ano.
Desenho em preto e branco de Polaroid. Ilustração de torres de petróleo do Texas. Poços recém-perfurados têm um início lento mas a produção aumenta gradualmente.
Cartum de foto em Polaroid de homem dirigindo o carro na rodovia. A cada mês, a cada ano, produzem mais barris do que aquele que o precedeu. Mas esta corrida crescente de petróleo não se sustenta.
Corte transversal das camadas geológicas em preto e branco. Cartum poço de petróleo. A partir do meio da vida útil do poço, fica impossível manter o crescimento da taxa de produção. Fatores geofísicos, além do controle humano, conspiram contra os petroleiros.
Desenho em cartum de foto Polaroid dos campos de petróleo do Texas. A pressão cai e a direção da produção do poço se inverte. Apesar dos esforços da petrolífera, a extração chega ao pico, e então começa um declínio gradual. A cada mês, a cada ano, produz menos barris do que aquele que o precedeu.
Ilustração em cartum de foto Polaroid do oleoduto de petróleo. É claro que o petróleo continua a ser extraído do poço mas ele flui em quantidades cada vez menores até que, eventualmente, a produção chega a zero e o poço se esgota.
Visão inferior de carro se aproximando pela rodovia empoeirada. A genialidade de Hubbert foi aplicar o aprendizado das pequenas para os problemas das maiores.
Desenho de visão superior de OVNI voando sobre campo de petróleo. Hubbert percebeu que a produção de um campo de petróleo era simplesmente o fluxo acumulado dos poços de petróleo espalhados pela área. Cada um desses poços seguiria a sua própria curva de produção em forma de sino...
Ilustração de visão superior de grande deserto de campo de petróleo. ...portanto, quando muitos poços fossem colocados juntos todo o campo de petróleo apresentaria também uma curva em forma de sino de "crescimento", "pico", e "declínio".
Ilustração em cartum de mapa, com setas apontando para bloco de notas em preto e branco. Hubbert extrapolou essa lógica e percebeu que a produção de um estado era meramente a soma dos fluxos dos campos de petróleo individuais dentro de suas fronteiras. Alguns estados norte-americanos, como a Pensilvânia, já estavam no lado do "declínio" em suas curvas de sino.
Cartum do diagrama do Pico do Petróleo. Desenho do globo terrestre com setas apontando para papel quadriculado. Analisando uma área maior, Hubbert percebeu que a produção nacional nada mais era que o somatório das produções estaduais. Assim como poços, campos e estados, a indústria petrolífera dos Estados Unidos estaria fadada ao "crescimento", "pico" e "declínio", até o inevitável “zero”.
Desenho de visão superior de congestionamento. Cartum do congestionamento da hora do rush. A principal sacada do artigo de Hubbert de 1956 foi compreender como o petróleo que abastece a nossa economia...
Desenho em preto e branco de visão superior de posto da Shell. Ilustração em cartum de pôr do sol na cidade. ...se comporta de maneira diferente do petróleo que abastece nossos carros.
Quadrinho em preto e branco de carro dirigindo dia e noite. Encha o tanque do seu carro com combustível e ele rodará perfeitamente ao longo de todo o percurso. O carro andará com a mesma velocidade e arrancará com a mesma força...
Desenho em cartum de carro quebrado no deserto no raiar do sol. ...até que o tanque fique vazio e o motor pare de funcionar.
Visão por cima do ombro de homem dirigindo carro. Cartum de homem dirigindo no volante. Hubbert percebeu que o petróleo que abastece nossa economia funciona de outra forma. O 'motor' movido a petróleo de nossa economia começou acelerando aos poucos e foi se tornando gradualmente mais potente ao longo do tempo.
Cartum de painéis nos campos de petróleo nas cidades de crescimento acelerado. No entanto, diferente do motor do carro, que é capaz de manter a potência máxima até a última gota a economia movida a petróleo perde potência e velocidade com o tempo uma vez que, a cada ano, produz cada vez menos barris de um petróleo cada vez mais caro.
Cartum de visão inferior de marido e mulher cercados por fotógrafos. King e Miriam Hubbert chegaram ao hotel San Antonio e foram inesperadamente cercados por jornalistas!
Cartum de homem cercado por fotógrafos. Desenho em preto e branco de paparazzi. As ideias de Hubbert sobre o comportamento em forma de sino da produção de petróleo já eram conhecidas antes da conferência. Mas a informação misteriosa que os repórteres queriam era quando. Quando Hubbert achava que o pico seria atingido?
Cartum de M. King Hubbert no palco mostrando gráfico do Pico do Petróleo. Duas manhãs mais tarde, Hubbert caminhou até o púlpito para pôr um fim às especulações. Ele previu que a produção contínua de petróleo nos Estados Unidos atingiria o pico, e então, entraria em declínio dentro dos próximos 15 anos com a produção de petróleo começando a cair a partir da década de 70.
Desenho cartum visão superior de homem palestrando no púlpito. Era uma previsão surpreendente em uma epóca em que o petróleo dos EUA fluía a taxas crescentes, ano após ano. Apesar do cenário de céu azul, Hubbert sentiu que um crepúsculo se aproximava no horizonte. Ele explicou sua lógica aos 500 geólogos reunidos.
Quadrinho em preto e branco parodiando yin e yang. Hubbert usava geologia e matemática para enxergar além da curva enganosamente ascendente. Geologicamente, ele sabia que os EUA tinham apenas uma fonte finita de petróleo bruto que poderia ser explorada. Matematicamente, ele sabia que a taxa de produção teria, eventualmente, que retornar ao zero.
Cartum de homem com capacete de construção montando modelo. Hubbert encarou sua tarefa como se ele fosse um engenheiro construindo uma montanha-russa. Seu trabalho era limitado por 3 fatores: Limite 1: um número fixo limitado de estruturas para a construção do pico. Limite 2: a necessidade de se começar a pista no ‘zero'. Limite 3: a necessidade de também, eventualmente, trazer a pista de volta ao zero.
Desenho de visão inferior pilha de treliças desenho em cartum de construção. O primeiro desafio de Hubbert era entender quantos barris exploráveis havia originalmente sob o solo americano. No jargão da indústria, isso significava as “reservas de petróleo” dos EUA. Hubbert escolheu os melhores dados geológicos que encontrou. Numa analogia com a montanha-russa, eles representavam a oferta total de treliças estruturais disponíveis para a construção dela.
Visão superior de engenheiro inspecionando estrutura de madeira. Hubbert então avaliou o tamanho da estrutura que já estava montada. A montanha-russa americana havia começado a ser construída a partir do “ponto zero” em 1859 mas em 1956, cerca de um terço das treliças já haviam sido usadas para construir a estrutura da montanha.
Desenho em cartum de visão inferior de homem na encosta da montanha-russa. A partir desse ponto do projeto da construção a tarefa de Hubbert era começar a guiar o percurso em segurança de volta à Terra (‘zero’). Suas opções de ação eram limitadas.
Cartum de gráfico desenhado em papel quadriculado. Desenho de esquadro em papel milimetrado. Com uma quantidade limitada de treliças, ele poderia: Construir uma curva mais elevada, cujo pico atingisse maior altura mas que, depois, mergulhasse para o zero numa descida mais íngreme. Ou construir uma curva mais achatada, com o pico mais baixo que se estendesse mais, com um declive mais suave.
Desenho de visão superior da montanha-russa do Pico do Petróleo. Hubbert estava preso aos limites geológicos das reservas de petróleo e ao conhecimento de que, um dia, a indústria petrolífera teria que voltar à produção “zero”. Hubbert chamou este fenômeno inevitável de “Pico do Petróleo” e previu que os fluxos de petróleo dos EUA atingiriam seu “pico” entre 1966 e 1971.
Cartum de grupo de pessoas lendo teses acadêmicas. A previsão de Hubbert era dura e preocupante mas a maioria dos geólogos a aceitou após analisar os dados de Hubbert. Entretanto, a recepção de outras pessoas da indústria petrolífera dos EUA não foi assim tão positiva.
Painéis de quadrinhos. Jornal impresso cobrindo painéis artísticos. A teoria do Pico de Hubbert era um desafio à maneira como a indústria normalmente funcionava. Em vez de depleção de petróleo, um conceito vago para futuras gerações se preocuparem os dados de Hubbert demonstravam que a indústria doméstica de petróleo em breve entraria em declínio. O auge estava quase no fim.
Cartum personagens intrigados. Desenho de homem sentado no saguão do hotel. Esse cenário era decepcionante para alguns executivos de companhias de petróleo e burocratas do Serviço Geológico. Afinal, seus cargos de prestígio e o futuro de sua indústria dependiam de um crescimento contínuo. Um iminente Pico do Petróleo ocasionaria muitas dores de cabeça a esses profissionais.
Ilustração de pilhas de livros e teses acadêmicas sobre a mesa. Analistas adversários divulgaram uma enxurrada de novas estimativas com números mais “aceitáveis”. Escritas majoritariamente por economistas que careciam do nível de conhecimento de Hubbert sobre geologia e física as previsões alternativas continham inconsistências lógicas desconcertantes.
Cartum exagerando a comparação do Pico de Hubbert em papel milimétrico. Alguns estudos inflavam grosseiramente as reservas americanas chegando a até um tamanho três vezes maior do que as estimativas comprovadas que Hubbert utilizava. As previsões mais altas se baseavam em suposições especulativas sobre futuras descobertas de petróleo em áreas onde seria improvável encontrá-lo.
Cartum em preto e branco da curva exponencial do modelo. Outros faziam suposições irrealistas sobre a forma com que os petroleiros poderiam extrair o petróleo assumindo que a produção poderia ser mantida em crescimento exponencial até a extração do último barril. Para então despencar ao zero, com a indústria fechando as portas da noite para o dia.
Cartum do progresso do homem trabalhando na mesa. Com o passar do tempo a mesa vai ficando bagunçada. Hubbert continuou se preocupando apenas com a exatidão de suas previsões, e não com sua popularidade. Ele se ateve ao seu objetivo, sem se incomodar com aquelas profecias cor-de-rosa de economistas ignorantes revisando continuamente suas previsões para que se adaptassem aos dados disponíveis.
Cartum de visão superior de estúdio de programa de entrevistas. Apresentador do programa de entrevistas no palco, ilustração das luzes e câmera. Hubbert divulgou suas ideias extensamente, na esperança de conscientizar o público sobre o Pico do Petróleo. Tido como porta-voz da sociedade e do meio ambiente, Hubbert tornou-se um herói cultuado por muitos. Apesar do apoio do público, Hubbert sabia que a história, e não a opinião pública, validaria sua teoria.
Cartum da visão superior de audiência do estúdio. Desenho da audiência do programa de entrevistas. A década de 60 deu vez à de 70 e, conforme Hubbert previu, a produção de petróleo dos EUA chegou ao pico em 1971. Então, iniciou-se uma tendência de declínio gradual.
Visão inferior do mastro da bandeira americana. Apesar dos esforços da indústria de petróleo dos EUA e da melhor tecnologia apesar dos altos preços e da demanda elevada...
…limites geofísicos restringiam os fluxos e a produção começou a cair. Sim, o petróleo ainda fluía mas fluía a taxas menores que no passado. Sim, ainda restava muito petróleo no solo mas ele estava armazenado em poços menores, mais profundos e mais difíceis que os poços 'jorrantes' que os precederam.
Desenho em cartum de visão inferior de homem conduzindo barco com motor de leme. A teoria do Pico do Petróleo dos EUA de Hubbert foi validada ao longo de sua carreira de maneira que, mais tarde em sua vida, ele passou a visar um objetivo maior. Hubbert acreditava que um pico mundial na produção de petróleo era inevitável, devido à sua natureza finita e não-renovável.
Ilustração em cartum de homem lendo gráficos em barco. Hubbert argumentava que os petroleiros poderiam bombear somente reservas previamente descobertas. E eles estavam descobrindo cada vez menos a cada ano, desde meados dos anos 60. Com as descobertas diminuindo mais cedo ou mais tarde, a produção também teria que diminuir.
Visão submersa do corte transversal da superfície do oceano, com peixes embaixo. Desenho em preto e branco das plataformas marítimas de petróleo. Hubbert encontrou evidências de um declínio global no século 21. Com o passar do tempo, a indústria petrolífera viria a esgotar gradualmente os campos maiores e mais acessíveis sendo forçada a perfurar os campos menores e menos convenientes.
Ilustração em cartum do retrato da face lateral de um homem contemplativo. Os Estados Unidos haviam conseguido “resolver” o problema da queda de produção local importando mais petróleo de outros países mas Hubbert percebeu que, quando a produção mundial chegasse ao pico, já não teríamos de onde importar.
Ilustração de diagrama da densidade energética relativa da grama, madeira, carvão e petróleo. Além disso, nossa movimentação para além do uso do petróleo parecia destinada a ser um passo desconfortável. Antes do petróleo, a humanidade havia se acostumado à repetida escalada na densidade de energia do seu principal combustível industrial. Ano após ano, mudávamos para combustíveis superiores, de custos menores, obtenção mais simples e melhor desempenho. Grama (via músculos de animais). Lenha. Carvão. Petróleo.
Cartum de homem vigiando, mãos no quadril olhando o céu no horizonte. Mas, para além do petróleo, pela primeira vez, as alternativas parecem substitutos inferiores. Nenhuma das muitas alternativas de energia chega perto em relação ao baixo custo, praticidade e 'poder' do petróleo em seu apogeu.
Cartum de homem em pé em cima de barril de petróleo. Do Pico do Petróleo, o pico dos combustíveis fósseis parece não haver mais nenhum lugar para ir, exceto para baixo, para uma civilização alimentada por um nível mais fraco de energia.
Cartum de homem olhando o pôr do sol da cidade, desenho em preto e branco do entardecer. Em um mundo de crescente população, de crescente demanda de energia Hubbert previu um desconfortável período de ajuste social para a humanidade.
Cartum de visão por cima do ombro de homem na prancheta de desenho. Ilustração de desenha no papel quadriculado. Hubbert visualizou a era do combustível fóssil como um breve e transitório período da história humana. Ele redesenhou seu famoso gráfico do Pico de Hubbert, ajustando sua estreita escala temporal extendendo-a a 5.000 anos no passado...
Ilustração em cartum de mesa de arquiteto com lâmpada de mesa. Visão superior de homem inclinado para trás, olhando para o trabalho concluído. ...e a 5.000 anos no futuro.
Visão por cima do ombro de homem olhando para a planta de projeto do arquiteto. Desenho em preto e branco. Nessa escala, a produção de combustíveis fósseis cresce e cai como uma coluna monumental. Milhões de anos de riqueza acumulada queimada em uma breve chama de luz solar pré-histórica...
Cartum de mesa de desenho bagunçada. Pilha de papéis sobre a mesa do arquiteto. ...desaparecendo rapidamente na escuridão. Uma vez utilizada, para sempre inalcançável. Toda a reserva esgotada dentro de um punhado de gerações humanas.
Desenho em cartum de estrada sinuosa na montanha. Cartum de carros subindo a colina. A descoberta de Hubbert nos obriga a re-imaginar a economia mundial e a energia que a alimenta. Ao contrário da crença popular, o Pico do Petróleo não é o "petróleo acabar". É o que acontece quando a taxa de produção de petróleo atinge o seu ápice e então começa o seu declínio terminal.
Cartum de tráfego pesado de carros subindo a estrada sinuosa da montanha. Close-up do tanque de combustível do carro, desenho em preto e branco. É importante ressaltar que o problema do Pico do Petróleo não ocorre quando o indicador chega no 'vazio'. Pelo contrário, ele ocorre quando o tanque está na metade e nosso motor econômico começa a desacelerar.
Cartum de trabalhadores consertando montanha-russa. Não há dúvida de que o Pico do Petróleo global vai, seguramente, acontecer. Vai acontecer independente da ideologia das pessoas no poder. Vai acontecer independente do quanto queremos que a montanha-russa continue a subir ou que, simplesmente, estabilize e fique no alto para sempre.
Cartum de visão superior de guindaste sobre a encosta da montanha-russa. Estamos presos por limites geofísicos. Cada extensão anual de trilhos vem diretamente das reservas finitas de petróleo.
Cartum de visão inferior da montanha-russa com guindaste levantando carga. É provável que o trilho de hoje seja o mais alto que vamos alcançar.
Cartum homem na montanha-russa, olhando para trás por cima do ombro. No entanto, não vamos ter a certeza de que o pico já passou até vê-lo sobre os nossos ombros à medida que começamos a longa ladeira abaixo.
Como uma montanha-russa de verdade, o trilho à frente pode não ser tão suave quanto Hubbert previu. Pode haver altos e baixos inesperados dias de abundância e dias de crise. Novas tecnologias e novas descobertas. Mas o fato principal continua inalterado. O petróleo é um recurso não-renovável que estamos extraindo muito, muito mais rápido do que a geologia pode reabastecer...
Desenho em cartum de um trilho de montanha-russa em close up. ...e já perfuramos os depósitos de fácil alcance. Nossa tendência final é, sem dúvida, para baixo.
Cartum encosta da montanha-russa, cena da visão superior de cidade. Ilustração em preto e branco de vista sobre cidade urbana moderna. Do Pico do Petróleo, nós vemos o mundo a partir do ponto mais alto possível para a humanidade.
Desenho em preto e branco de ângulo elevado da cidade. Cartum detalhado do horizonte da cidade com rajadas de vento.
Cartum de homem no carrinho da montanha-russa na extremidade do trilho. Cidade no fundo. Estar no topo, sabendo que estamos no topo, traz uma estranha sensação de clareza e reflexão.
Desenho de visão superior de arranha-céus no centro da cidade. Ilustração em preto e branco de panorama urbano com montanhas a distância.
Desenho em preto e branco de visão superior do Mosteiro de Takshang. Cartum de homem no carrinho da montanha-russa sobre o Ninho do tigre na encosta da montanha. Nós olhamos para baixo, para nossas belas e majestosas criações.
Desenho em cartum de visão superior do castelo de Neuschwanstein. Castelo e floresta de pinheiros em preto e branco.
Visão superior da parte de trás de homem no carrinho da montanha-russa. Desenho em preto e branco do deserto do parque eólico a distância. Vemos os sábios investimentos que continuarão a nos servir depois que o todo o petróleo acabar...
Tira em cartum de visão superior de Las Vegas. Cartum em preto e branco de casino. ...assim como os desperdícios tolos que nunca deveriam ter sido feitos.
Cartum de visão superior de homem descendo a ladeira da montanha-russa. À medida que começamos a nossa descida, alguns vão viver em negação. Com suas mentes presas no passado, quando as coisas eram 'normais'.
Desenho de visão inferior de homem no carrinho da montanha-russa, protegendo os olhos da luz do sol olhando para cima. Fixados em estilos de vida extintos de uma época passada de abundância. Recusando-se a aceitar nossa nova realidade energética.
Desenho de homem no topo da ladeira da montanha-russa, prestes a descer a ladeira. Na descida, podemos nos ressentir das decisões que tomamos, e daqueles que as executaram.
Cartum de fotos presas no quadro de avisos com tachinhas. Desenho em preto e branco. Podemos perder tempo colocando a culpa nos outros. Encontrando os culpados que nos trouxeram até aqui.
Desenho de fotos e tachinhas em quadro de cortiça ilustração. Aqueles que deveriam saber mais. Aqueles que são culpados.
Cartum em preto e branco de fotos tortas. Aqueles que desperdiçaram nossos recursos ao projetar erroneamente um mundo que depende de uma fonte eterna de petróleo.
Cartum de king Hubbert no carrinho da montanha-russa no topo da ladeira do Pico do Petróleo. Desenho do Pico de Hubbert montanha-russa sobre cidade ilustração. Nada disso nos ajuda agora.
Ilustração em preto e branco de visão superior de shopping centers da cidade. O trilho que nos trouxe até aqui já está afixado. Não podemos voltar no tempo.
Visão superior e inferior da montanha-russa. Ilustração em preto e branco. Para além do pico, nossa atenção deixa de ser os arrependimentos acerca do passado e passa às preocupações com o futuro.
Guindaste levantando treliça de pilha de treliças. Desenho em preto e branco. Metade do petróleo acabou. Metade do petróleo ainda resta.
Desenho por cima do ombro de homem na montanha-russa. Prestes a descer a ladeira no carrinho da montanha-russa cartum. Como vamos usar o petróleo restante?
Visão superior em preto e brando das nuvens e pôr do sol no horizonte.


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  1. Rafael Senra says:

    Amazing!

  2. Wagner Wilson says:

    Sad but true. Great !!

  3. Gilberto says:

    Spectacular! Keep on trucking, man!!!

  4. Pingback: Pico do Petróleo, por Stuart McMillen | Quadrinho - interrogAção

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